Bom dia.
O bom dia não acorda pronto. Temos que levantar da cama, abdicar da horizontalidade preguiçosa
sob o calor aninhado das cobertas e construir todas as horas que se seguem da melhor forma possível.
Hoje, numa típica segunda feira para abandonar os projetos do fim de semana, resolvi contrariar a falta
de vontade e acordei cedo. Calcei um tenis, o pior moleton, a camiseta mais desengonçada e, dentro
das calças de lycra saí para dar uma volta de meia hora pelo bairro.
Ao longo deste pequeno período de tempo a audiência da antes praça, agora Parque, vai crescendo.
Não levei walkman para poder ouvir e ver melhor. Mas deveria, porque um bom estímulo auditivo teria distraído
alguns odores forte e ruins, como um pote com abacaxi avinagrado jogado no chão que contaminava uma das
quatro esquinas do quarteirão.
Ainda que breve , outra cena gritava na rua. Dois donos de uma pequena farmácia de manipulação tentavam,
com a humanidade cabível e uma gentileza que excedia o constrangimento, acordar um mendigo que
dormia não apenas em frente à porta metálica que protegia o estabelecimento mas especificamente
sobre o cadeado e a fechadura que lacravam a porta. Um homem triste com um cachorrinho no colo,
senhores e senhoras fazendo esporte, gente nos pontos de ônibus começando, pensativos, a semana.
De volta a casa, banhada e pronta para o café, sinto que só há mesmo uma forma no mundo de não
agredir os outros, não se incomodar com os outros e não gastar tempo fazendo o mal, desejando o mal
ou atrapalhando ninguém: cuidando da própria vida.
Bom dia, até mais tarde, depois da reunião.
Enquanto isso, acompanhe
as notícias por um bom plantão.
1/27/2003
1/26/2003
Maldita minhoca
O vírus worm SQL, 'sequel' , pode atacar amanhã novamente.
É o que diz a BBC de Londres.
Para saber se seu computador é ou não vulnerável ao ataque deste vírus, vá para o
target="_blank">site da Symantec, nesta página e clique em:
1. Download the FixSQLex.exe file from:
http://securityresponse.symantec.com/avcenter/FixSQLex.exe
Rapidamente você baixa o FixSQLex.exe e já vê se seu PC pode ou não ser atacado pelo bicho.
O vírus worm SQL, 'sequel' , pode atacar amanhã novamente.
É o que diz a BBC de Londres.
Para saber se seu computador é ou não vulnerável ao ataque deste vírus, vá para o
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1. Download the FixSQLex.exe file from:
http://securityresponse.symantec.com/avcenter/FixSQLex.exe
Rapidamente você baixa o FixSQLex.exe e já vê se seu PC pode ou não ser atacado pelo bicho.
Não deu outra
Assim que o Beto, o Feres, não o Brandt, comentou sobre a participação do Sabotage neste filme,
fiquei com vontade de ver "O invasor".
Ver para conhecer, para saber mesmo. Eu já sabia que o filme foi muito premiado e a vontade,
aumentou.
Tiramos o filme da locadora,viemos para casa neste domingo de tempo feio e começamos a
ver a história enquanto a tarde caía.
Paulo Miklos está simplesmente genial como ator. Malu Mader está sempre linda,
Mariana Ximenes está bem.
O filme tem coisas boas. Mas falta ritmo. Falta alguma coisa pra virar cinema bom.
Me irrita um pouco quando o diretor prolonga uma sequência até ter a certeza que
o último QI da platéia tenha entendido sua intenção.
Chega uma hora que a garota dá um comprimido de ecstasy para o cara numa festa,
e diz que é para que eles se divirtam.
A gente vê que é ecstasy, entende que é ecstasy, enquando a música
canta 'Ecstasyyyy!", bem sussurado.
Para não deixar dúvidas, seguem-se imagens bem tresloucadas, subjetivas dos caras que
tomaram ecstasy
para que a platéia, de fato, entenda que não era uma aspirina nem um sal de frutas,
ou um viagra ou uma pílula de farinha.
Era mesmo ecstasy.
Aí acontece isso, aquilo e...o filme acaba.
Não que fosse ruim. Só que bom, também não era. Os prêmios para atuação de
Mariana e Miklos foram muito merecido.
Depois do apogeu só tem descida!
Todo mundo sabe, o importante não é o destino da chegada, mas o caminho. Por isso, buscar o sucesso como
um ponto máximo, o chamado 'píncaro da glória', o "apogeu", o cume olímpico, não é bom. Porque o feito do alpinista
não é como a carreira do artista.
O alpinista chega ao topo e este é o seu sucesso garantido. Ele desce e continua sendo ovacionado pela conquista,
por ter chegado ao cume.
O artista, não. Ele chega oa apogeu e, assim que seu sucesso declina minimamente, pronto, lá vem pau.
Ou ele já não é mais o mesmo,
ou ele está acabado, ou coisas piores que dizem por aí. Como se o fato de chegar ao máximo não contasse nada.
O artista é cobrado para estar sempre em ascensão. Sempre. Ou pelo menos, manter-se no alto.
Ninguém pode vender menos CD, nem envelhecer, nem perder audiência, nem nada. A cobrança do artista é
muito maior do que a do atleta.
Só para citar um caso, veja o que aconteceu com Os Osbournes.
Eles fizeram algo bacana, diferente, revolucionário. Um reality show familiar, todos artistas. Foi um sucesso.
Agora, na segunda temporada, como é normal, a audiência caiu.
Pronto. Já saem manchetes como
"Os Osbournes" já não são os mesmos... no site da CNN.
É verdade, ok, mas quem de nós é o mesmo um ano depois? Sem contar que Sharon teve que enfrentar um
câncer neste período.
Esse tipo de cobrança faz a gente pensar. Será que não é melhor a gente apenas seguir o caminho da vida
ao invés de ficar buscando alguma coisa? Se a gente não der importância nem ao topo nem ao vale,
nem às subidas nem às descidas e apenas encarar tudo como um grande caminho, a vida fica bem melhor.
Acho válido que os peregrinos façam o caminho de Santiago de Compostela, mas qualquer caminho
serve quando estamos no rumo à grande conquista de nos tornarmos seres humanos mais humanos.
Com um beijo e um café, encerro este post filosófico pós churrasco de domingão.
Acho que faz parte do processo de digestão. Pouco sangue oxigenando o cérebro..
fonte da ilustração: www. conmed.com
Humanamente desumano
Dizem que a única forma de guardar um segredo é não contá-lo para ninguém. E que a única
maneira de não brigar é não se relacionando.
Porque, ao que parece, o ser humano gosta mesmo é de brigar. E mais,
todo mundo adora acompanhar uma briga.
No marketing das marcas, conhecemos as guerras das colas, entre pepsi e coca,
a guerra das margarinas, dos sabonetes, das cervejas.
Entre as emissoras de tv também vemos idas e vindas, com inimigos declarados
subitamente se aliando contra outro inimigo comum.
A guerra do momento é pela transmissão do Campeonato Paulistano de Futebol,
com Globo e SBT brigando.
Hoje, no
Jornal da TArde,
há uma chamada de capa no site dizendo
que a Globo desafiou a justiça no ar.
O conflito, sempre foi e sempre será, a base da dramaturgia. Se não há vilão,
não há herói ou história.
Pena. Todos sonhamos com o famoso 'all we are saying is give peace a chance'.
VAmos continuar tentando.
E bom domingo!
Dizem que a única forma de guardar um segredo é não contá-lo para ninguém. E que a única
maneira de não brigar é não se relacionando.
Porque, ao que parece, o ser humano gosta mesmo é de brigar. E mais,
todo mundo adora acompanhar uma briga.
No marketing das marcas, conhecemos as guerras das colas, entre pepsi e coca,
a guerra das margarinas, dos sabonetes, das cervejas.
Entre as emissoras de tv também vemos idas e vindas, com inimigos declarados
subitamente se aliando contra outro inimigo comum.
A guerra do momento é pela transmissão do Campeonato Paulistano de Futebol,
com Globo e SBT brigando.
Hoje, no
Jornal da TArde,
há uma chamada de capa no site dizendo
que a Globo desafiou a justiça no ar.
O conflito, sempre foi e sempre será, a base da dramaturgia. Se não há vilão,
não há herói ou história.
Pena. Todos sonhamos com o famoso 'all we are saying is give peace a chance'.
VAmos continuar tentando.
E bom domingo!