11/22/2003

O Filho
começamos a ver outro filme, Le Fils, de 2002, que recebeu um prêmio de melhor ator no festival de cannes. o filme é cabeça, parece ser uma produção belgo-francesa, daqueles que não tem trilha sonora, música, nada. seco. e com uma câmera que não sai da nuca do ator principal.
acho que o sábado com cinema está fadado ao fracasso.
quem sabe melhore...
que boooooooooooooooosta de filme!
uma das piores coisa que eu já vi ultimamente, esse 'o beijo da noiva'. eu quero dar na cara dessa vanessa parise, que produziu e dirigiu e escreveu este lixo.
eu quero que essa vanessa parise infle como um blimp, como o dirigível da globo e se exploda.
ela é atriz, produtora, roteirista e diretora do filme, que é sobre ...ela mesma!!!
(acabei de ver agora....)
sendo que ela é uma das atrizes do filme também, justamente a mais 'fodona', que tem cem milhões de dólares em wall street...
leia o que ela escreveu sobre si própria: "Ela é uma mulher renascentista...artista, acadêmica e executiva..."
se eu tivesse lido isso antes, nem teria assistido esse cocô autobriográfico.
deus que me livre desta mulherzinha.


kiss the bride
comecei a ver o "beijo da noiva". é cedo, eu sei, mas não estou gostando. tomara que melhore. parece muito fake e caricato. são quatro irmãs, a executiva de sucesso sem homem, a bonitinha meiguinha que vai casar, a rebelde lésbica e a atriz de hollywood linda e inteligente. bom, vamos dar uma chance ao filme, embora a nota do imdb tenha sido menos de 5...
calor e gelo
fez um dia muito quente aqui em águas de são pedro. talvez por isso as crianças estejam assistindo a 'era do gelo', que é muito engraçado.
e por falar em inveja...
não tenho certeza se existe mesmo inveja boa, além da inveja má. não tenho nem certeza de existe colesterol bom. pra mim inveja e colesterol são sempre uma merda, porque matam do mesmo jeito.
tanto é que a expressão é MORRER de inveja.
ontem, por exemplo, morri um pouco. de inveja do Lulu Santos, dizendo que passa as manhãs fazendo alongamento e esteira, ouvindo música. queria uma vida assim. eu e mais alguns milhões de seres humanos.
mas fiquei ali, me mordendo, querendo ser lulu santos.
depois, deixei a inveja passar.
como uma onda
no mar.

Cada um dá o que tem
Fiquei emocionada ao ver a foto na capa do UOL, com cerca de cinco mil pessoas em passeata em São Paulo, numa manifestação pela paz. Olhei e pensei, que naquele mesmo momento, enquanto essas pessoas pedem paz, nos mais diferentes pontos diferentes do mundo, há gente sofrendo de fome, gente sendo torturada, gente em cativeiro, gente sofrendo atentados. Gente covardemente agredindo outros seres humanos, com armas que ferem e matam, armas que vão de palavras a granadas, em todo lugar.

Pensei que em diferentes escalas essas pessoas também somos nós. Nós também agredimos, brigamos,ferimos, maldizemos, muita vezes, sem capacidade ou energia, sem amor ou coragem para interromper o processo e mudar os rumos da convivência humana.
Hoje, entre sentimentos dos mais variados, num sábado em família cheio de crianças e cachorrinhos, entrei no blog e vi um daqueles comentários destrutivos. Não parei para ler direito, nem gastei tempo como costumo fazer com investigações contaminadas.

Não fiz nada. Nem me dei o trabalho de apagá-lo, porque com o tempo, eles irão para os arquivos da desimportância.
Por um milagre, fruto, talvez, da influência do livro que estou lendo, não senti raiva da pessoa, nem vontade de responder, devolver com a mesma moeda, nada.
Não porque aprovo ou concordo com sua atitude, mas porque me reconheci sendo assim agressiva com palavras em momentos de insatisfação e infelicidade pessoal, em geral, por inseguranças físicas. Quando a gente não está feliz com o corpo, quando a gente não tem prazer sexual, quando a gente se sente incapaz, quando a gente se sente infeliz com a vida que tem, é comum agredir as pessoas que invejamos, as que parecem ter mais sorte que nós, as que vemos de baixo de cima. Se a gente se sente feia e gorda, vai ofender as pessoas por sua beleza. Se a gente se sente pobre e burra vai ofender as pessoas que acreditamos ricos e cultos, se estamos infelizes com nosso trabalho, se somos incompetentes e solitários, vamos agredir as pessoas que parecem ter sucesso, as que têm muitos amigos e admiradores. Eu não tinha percebido isso mas muita gente se incomoda não com a forma ou conteúdo deste blog, nem mesmo comigo, mas com o número de visitantes que ele tem. Não é louco isso? Talvez eu devesse tirar o contador do ar...

Mas uma coisa boa aconteceu: pela primeira vez, diante de uma agressão gratuita, senti uma estranha ... compaixão.

Mamadeiras
Que festa. Acabamos de dar mamadeira para os oito filhotes, vorazes e lindos que agora, dormem profundamente. Como a Pitty não pode mais amamentar, a mãe dos cachorrinhos, tivemos que sair correndo para comprar leite sem lactose e preparar uma receita dada pelo Marcos, especialista em nutrição animal, um cara muito bacana da loja Frasson em Piracicaba. (Um litro de leite sem lactose, um ovo cozido inteiro, uma lata de creme de leite, uma colher de sobremesa de mel e 1 g de vitamina C, tudo batido no liquidificador e coado).
Comprei todos os ingredientes, preparei as mamadeiras eu mesma e fomos todos dar de mamar para o lindinhos.
Foi muito bom, embora a cozinha esteja uma meleca e nós idem.
Mas toda vida compensa o esforço.

Se eu estivesse em São Paulo, também estaria me manifestando pela vida e pela paz, na passeata por Liana e Felipe.
weblogs.com
não tinha visto. acabei de perceber que nos settings do blogger.com tem a opção de 'pingar', avisar o weblogs.com que o blog foi atualizado.
ping.
posts
não estou conseguindo abrir o blog em dial up. vou diminuir o número de posts exibidos pra ver se fica mais leve. senti o drama.
Sobressaltos
Dois cachorrinhos da ninhada, morreram. Eu sei que é comum, que sempre acontece, que é a lei da natureza, que os mais fracos não sobrevivem. Mas mesmo assim, é difícil. Ainda mais agora, que a mãe de todos eles está muito mal. Não está aguentando amamentá-los. Teve uma espécie de eclâmpsia e não consegue andar, nem ficar me pé. O veterinário está aqui, medicando-a, mas mesmo assim não está nada bom.
Pitty teve uma convulsão e estamos todos tentando reanimá-la. Saí de perto agora porque não aguento muito ficar vendo o jeito dela, assim.
Também fiquei irritada por bobeira, porque o veterinário deixou o rádio do carro dele ligado, algo, com aquela música feliz enquanto minha cachorro passa mal e tem convulsões. Eu sei, o que pra nós é exceção pra ele é rotina, mas respeito à vida é respeito à vida e pronto. Acho que é mais o meu sentimento que nessa hora atrapalha a compreensão das coisas.
Olho pela janela agora e vejo que Pitty está sendo examinada.
Talvez, tenha que tirar o útero.
Uma coisa é certa, está, foi a segunda e ultima ninhada.
Não quero mais que ela sofra.
Agora, vamos ter que sair e comprar leitinho para os oito lindinhos, gorduchos, cheios de vida, boxerzinhos graciosos que nem sabe de nada.
Ô vida, tão linda e tão complicada.