4/03/2003

Antes que comece....
...o reality show da Globo em maio, em que as pessoas tem que descobrir o assassino, uma dúvida:
- alguém se lembra da brincadeira de salão dos anos 70 chamada Killer?
Num grupo de participantes, papeizinhos eram distribuídos a todos. Um deles era o Killer e o outro, o Imortal.
Em silêncio, todos passavam a cruzar olhares. O Killer tinha o poder de piscar um olho e matar a pessoa. Quem recebia
a piscada contava até 3 e dizia...'morri'. E saía do jogo. Quando o Killer piscava para o Imortal, este descobri o Killler e com o olhar, convidava outra pessoa a acuar o Killer. Se a pessoa aceitasse, os dois contavam internamente até tres, apontavam o Killer dizendo "Killer morto!".
Será que só eu brinquei disso?
Pimentão Vermelho
Seis quilometros e duzentos metros. Foi esse meu percurso, com um tênis velho (o menos velho foi lavado e não secou; não, eu não o coloquei atrás da geladeira nem no microondas), uma bermuda que, juro, tem doze anos e já é mocinha, uma camiseta com a estampa descascada, o pedômetro que trouxe de uma viagem em 92, o boné que a Isabel Murray me deu, da BBC, e o radinho Speedo. pra completar o look, um óculos adquirdo no camelô por dérréal.
Estou vermelha como um pimentão de feira, atrasada e toda feliz. Estou honrando meus compromissos. Comigo, com você, com o blog, com a família, com o trabalho.
Viver também é sofrer e, como eu sempre digo, talvez pela minha origem judaico-cristã, não acredito em conquistas sem sacrifícios.
Só fiquei assustada com uma notícia no rádio: uma jornalista inglesa está internada no Hospital Albert Einstein e há suspeitas de que ela tenha contraído a tal pneumonia asiática.
Céus.

P.s. - Já fiz minha pequena parte pela paz entre oriente e ocidente: comi meio pão árabe com queijo cheddar. Só não usei o molho ingles. Blairgh!
Ibope
Ontem, tivemos mais de 2100 visitas. Volte sempre e traga os amigos...!
Bom dia!
O jornal em papel me deu bom dia logo cedo, com o caderno 2 do estadão falando de música, televisão e muito etc. É divertido acompanhar essa novela da vida cultural que começou nos anos 60 e que tem por nome, Tropicalismo. Vejo hoje, Gil, ministro, magro e zen enquanto Caetano, todo em plumas, corre o mundo recebendo homenagens do sistema. Cantou no Oscar e agora vai receber um prêmio na espanha, mas acho que por sua obra literária. Como você vê, leio muitas noticias pela metade. Sou só 'meio' informada.
Na CBN ouvi o Heródoto Barbeiro lendo uma nota do jornal O Globo em que o construtor do bunker de Saddam diz que ele é indestrutível, o bunker, não Saddam.
Também li que Mr. Bean, o cômico inglês, não acha nenhuma graça em seus colegas de trabalho, artistas, que mostram publicamente suas posições pró ou contra a guerra. Ele acha que é oportunismo. Todo humorista é mau humorado.
Eu, estou super bem humorada, porque a comunidade QL só cresce a cada dia que passa. Pleonasmo bobo, né, porque todos os dias passam. Você já viu um dia que tenha ficado?
De qualquer forma, meu compromisso com meu corpo está em dia e estou saindo pra correr. Estou começando a sentir a diferença, não no peso, mas no corpo mesmo, na forma, na saúde, na disposição e isso anima a gente.
La Japa, devo essa a você e ao apoio moral da tropa QL!
Na volta, eu volto.
3 de abril, dia nacional do pleonasmo e da obviedade!
Semana Nacional do Céu Escuro??
De vez em quando eu me lembro de um link que ficou na memória, como o earthcalendar. Entrei lá para ver se 3 de abril tinha algum significado comemorativo. Quase nada. Entrei no dia 4. E descobri uma tal de Semana do Céu Escuro nos EEUU, marcada para esta semana.
Mas será que ... vai rolar isso com a guerra? .
Sei lá.
Boa noite.
Não tenho um erg de energia pra continuar escrevendo. Guardei a última caloria disponível para desligar o PC.
Boa noite a todos. E...obrigada por todos os comentários.
Consegui ler todos, mas não vou conseguir responder agora....
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

4/02/2003

Paulo Coelho lançou seu décimo primeiro livro
Será coincidência? É o livro no. 11 e chama-se...11 minutos.

Espírito Santo pode ter Espírito de Porco
O Piauí não quer Fernandinho Beira-Mar nem por um...decreto. Alagoas quer que a quarentena do moço acabe logo para que o estado se veja livre dele. Ninguém quer o fulano.
Agora, dizem que ele pode ir para o Espírito Santo.
Acho que uma boa idéia seria vestí-lo de iraquiano, botá-lo em cima de um camelo e soltá-lo no meio das tropas americanas.

Quem vai ser o visitante 220 mil?
É capaz de eu ser a visitante 220 mil , eu mesma...

50 km em um dia
Acabei de ver na capa do UOL que os Americanos estão a 30 km de Bagdá. Eles devem estar indo de joelhos, porque levaram um dia inteiro para percorrer 50 quilometros.
Enquanto as tropas avançavam em direção à cidade, eu rodei São Paulo. Primeiro, fui para a produtora e de lá, para o bairro da Liberdade, um bairro japonês aqui da cidade.
Começou que o bairro inteiro estava em reforma. Calçadas esburacadas, caminhões fazendo barulho.
A primeira coisa que eu precisava gravar era uma 'cabeça' em frente a uma banca de revista. Primeiro, a produtora teve que gentilmente pedir para uma betoneira desligar o motor durante a gravação. Depois, tivemos que pedir para o moço da banca liberar a bagaça. Em seguida, tourear o povo que passava diante da câmera para desviar o caminho. Finalmente, depois de tudo, conseguimos gravar o primeiro take.
Depois, deslocamos todo o equipamento para um viaduto para fazer a abertura da matéria com a decoração japonesa de fundo. O jardim onde íamos gravar, que era aberto, hoje, está cercado e trancado.
Meia hora para convencer o rapaz de que não iríamos fazer nenhum mal às carpas ou ao pinheirinho. Ele, que regava os peixes com a mangueira, disse que estava arrumando tudo para ficar bonito, mas era pra Marta Suplicy visitar. Me deu vontade de pintar o cabelo de loiro e dizer com meu mau humor de 4a. feira, que EU era a Marta Suplicy.
Ele acabou deixando. O Câmera entrou para fazer inserts, imagens para serem usadas na edição, mas não eu nem a entrevistada. Depois das carpas, fomos para o viaduto. Nossa missão, encontrar alguém que soubesse falar e ler japonês para traduzir um catálogo da Avon nesta língua.
O primeiro rapaz que achamos era professor de japonês. E era brasileiro.
Com um 'sim' já produzido, comecei então a coletar vários 'nãos' ao perguntar 'você sabe ler japonês?'.
Gravamos a abertura da matéria, os 'nãos' e o rapaz.
Em seguida, produzimos uma moça para traduzir outra parte do mesmo catálogo, fizemso a passagem para a segunda locação e as imagens para o clip.
A viatura nos pegou, enquanto Míriam, nossa maquiadora, servia horríveis ervilhas com raiz forte para a equipe.
Fala sério: eu estava em jejum e o cardápio de biscoito de arroz salgado com mel, ervilhas secas com raiz forte e de sobremesa, bala de melão, é de acabar com qualquer um.
Pegamos um trânsito infernal, da liberdade para o bairro de Moema.
Horas depois, estávamos na 2a. locação, o restaurante alemão Windhuk, onde o dono, o Sr. Francisco, seria nosso traduzir do catálogo em alemão.
Muito gentil e falante, Francisco serviu salsichão, canapés, água. Me deu um livro de presente, contou toda a história da imigração de sua família. Enquanto isso preparávamos a luz e o set.
Demoramos horas. O bairro de Moema, é rota de aviões, que passam em baixa altitude, já próximos ao aeroporto. Era falar uma frase e passar um avião. Tínhamos que dividir os diálogos em frases que coubessem na escala de horários da TAM, Varig e GOL.
Já era quase fim de tarde quando finalmente conseguimos gravar.
Some-se a isso o fato de que os entrevistados, em geral, não são experts em televisão e ficam nervosos, erram, voltam, pedem para fazer de novo, etc.
Francisco foi muito atencioso e fez a matéria com uma roupa típica da Bavária.
Fomos para a 3a. locação. Era noite, e São Paulo era um megacongestionamento só.
Ao chegarmos no restaurante italiano, onde o dono deveria estar para traduzir o folheto Avon em italiano...zás. A sorte nos traiu. Ele teve que sair para um compromisso e só voltaria depois das 8 da noite.
Alerta geral. HOuston, we have a problem.
Consegui substituí-lo por um amigo, aliado e colaborador da Synapsys, que, em 20 minutos, chegou pronto para o trabalho.
Foi genial. Fizemos a luz, com uma gelatina azul na entrada do restaurante, dando já o clima noturno, uma passagem para a cantina e, finalmente, a entrevista com ela.
Encerramos a matéria sob olhares de dezenas de pessoas jantando ou esperando vaga, com mais uma tradução, de Elaine, que fala fluentemente o espanhol.
Mais de nove da noite, guardamos o equipamento, e voltamos para a produtora. Tive que trocar de roupa e vir para casa. No caminho, más notícias: geladeira vazia.
Lá fui eu para o supermercado, com maquiagem de tv.
E a grande recompensa.
A moça do caixa do supermercado, Maria, olhou pra mim e disse:
- Eu gostei muito do livro Maturidade Revista. Eu ganho pouco, gosto de ler, mas não tenho dinheiro pra comprar o livro. Então eu vou na livraria e fico lendo lá. O livro é ótimo. Agora, só falta eu comprá-lo pra acabar de ler.
Fiquei sensibilizada e emocionada. Vou levar o livro de presente para ela.
Amanhã mesmo.