Que horas são, por favor?
Acho que sou a única pessoa que vai de relógio à praia. Na verdade, não tiro o relógio pra nada, acostumei com ele. E um relógio de plástico, à prova dágua, que tem tudo que eu preciso como cronômetro, despertador, calendário. Além disso me proporciona inúmeros obrigados acompanhados de sorrisos já que todo mundo na praia me pergunta que horas são.
Agora, por exemplo, é quase meio dia. A panela está no fogo fazendo arroz para o almoço, os filés de peito de frango já estão temperados no limão, sal, cebola e alho desde ontem, a salada vai ser feita na hora.
Estou terminando de ler um livro do Ruy Castro, Carnaval no fogo e com isso,concluo que ele não é meu autor favorito apenas, é meu cozinheiro predileto. Sim, porque não leio o livro, devoro-o. Comecei a lê-lo (língua portuguesa...)ontem à tarde e já estou quase acabando. Ele escreve tão bem que dói. Tem horas que tenho que baixar o livro e sofrer um pouco com a incrível originalidade de uma frase ou expressão.
Para não deixar o post só nessa coisinha pessoal, um comentário global sobre os EUA, que estão sempre perseguindo alguém. Depois de procurar Osama e achar Saddam, agora tá todo mundo atrás da vaca louca.
Só falta fazer um baralho com as vacas mais procuradas...
bom dia!
meio dia!
12/29/2003
12/28/2003
VIDA DE PIA E TANQUE
Esfregar meia, cuecas, calcinhas, camisetas, biquínis. Passar o dia varrendo, limpando e arrumando as camas. Catar e pendurar toalhas molhadas de manhã, à tarde e à noite. Nos intervalos, ir à padaria (pra variar hoje não tinha pão), ao supermercado, guardar as compras e depois, fazer o café, o almoço, o jantar, o lanche. Servir incontáveis copos de refrigerante e responder a milhares de perguntas que só uma chefa de família é capaz. Se fosse um quiz show eu teria levado um milhão. É um tal de onde está o dinheiro, onde eu ponho o troco, cadê o shampoo, alguém viu meu celular, cadê meu chinelo, o dia inteirinho.
Neste momento, por exemplo, consegui minha alforria porque depois de fazer, servir e tirar o almoço, já lavei toda a louça, sequei a pia e limpei o fogão. A recompensa? Ah, um café sem açúcar direto da garrafa "telma" seguido de uma boa escovação de dentes.
E é assim, limpinha e honesta, que conquistei o direito de ligar a web. Até o próximo pedido de mãe me dá sorvete.

Esfregar meia, cuecas, calcinhas, camisetas, biquínis. Passar o dia varrendo, limpando e arrumando as camas. Catar e pendurar toalhas molhadas de manhã, à tarde e à noite. Nos intervalos, ir à padaria (pra variar hoje não tinha pão), ao supermercado, guardar as compras e depois, fazer o café, o almoço, o jantar, o lanche. Servir incontáveis copos de refrigerante e responder a milhares de perguntas que só uma chefa de família é capaz. Se fosse um quiz show eu teria levado um milhão. É um tal de onde está o dinheiro, onde eu ponho o troco, cadê o shampoo, alguém viu meu celular, cadê meu chinelo, o dia inteirinho.
Neste momento, por exemplo, consegui minha alforria porque depois de fazer, servir e tirar o almoço, já lavei toda a louça, sequei a pia e limpei o fogão. A recompensa? Ah, um café sem açúcar direto da garrafa "telma" seguido de uma boa escovação de dentes.
E é assim, limpinha e honesta, que conquistei o direito de ligar a web. Até o próximo pedido de mãe me dá sorvete.
YES TEXTO NO MARCA
Ontem à noite, de passagem pelo quarto da minha filha, vi Grace Gianoukas no Serginho Groisman, fazendo a personagem que lhe trouxe a merecida fama e fortuna, uma maluca viciada em Lexotan que conquistou São Paulo nas Terças Insanas. (Estou escrevendo offline, depois que eu me conectar colocarei aqui o link para um post antigo sobre ela).
O bordão ôuôuôuô... e mais o Lexotan são as assinaturas da personagem, desde sempre. Mas isso é no teatro. Ou nos programas onde o departamento de merchandising libera a menção de marcas. Sem contar que tem a Anvisa e a proibição de propaganda de remédios de prescrição, aqueles que têm tarjas e só são vendidos com receita oazul, porque causam dependência.
Pois Grace teve que fazer um looooooongo monólogo suprimindo o nome Lexotan e, substituindo a marca por 'aquele meu calmante preferido' ou 'uma tonelada de calmantes'.
Deve ter sido difícil pra ela. Primeiro porque ela faz um humor sofisticado e nem sempre a platéia compreendia. Platéia gratuita de programa de tv que vai em ônibus de caravana não é o mesmo público de teatro que paga para ver show de humor em bares e cabarés.
Segundo porque ela não podia dizer Lexotan e acabava engasgando no personagem, saindo e voltando para ele.
Mas ela, ótima que só, segurou as pontas até o fim.
Aposto que depois do programa, Grace teve que tomar um... um .. calmante!
Ontem à noite, de passagem pelo quarto da minha filha, vi Grace Gianoukas no Serginho Groisman, fazendo a personagem que lhe trouxe a merecida fama e fortuna, uma maluca viciada em Lexotan que conquistou São Paulo nas Terças Insanas. (Estou escrevendo offline, depois que eu me conectar colocarei aqui o link para um post antigo sobre ela).
O bordão ôuôuôuô... e mais o Lexotan são as assinaturas da personagem, desde sempre. Mas isso é no teatro. Ou nos programas onde o departamento de merchandising libera a menção de marcas. Sem contar que tem a Anvisa e a proibição de propaganda de remédios de prescrição, aqueles que têm tarjas e só são vendidos com receita oazul, porque causam dependência.
Pois Grace teve que fazer um looooooongo monólogo suprimindo o nome Lexotan e, substituindo a marca por 'aquele meu calmante preferido' ou 'uma tonelada de calmantes'.
Deve ter sido difícil pra ela. Primeiro porque ela faz um humor sofisticado e nem sempre a platéia compreendia. Platéia gratuita de programa de tv que vai em ônibus de caravana não é o mesmo público de teatro que paga para ver show de humor em bares e cabarés.
Segundo porque ela não podia dizer Lexotan e acabava engasgando no personagem, saindo e voltando para ele.
Mas ela, ótima que só, segurou as pontas até o fim.
Aposto que depois do programa, Grace teve que tomar um... um .. calmante!
Bom dia. Nem me fale.
Passei a noite em sacrifício, oferecendo minha pessoa como banquete aos pernilongos, o dia amanhece nublado, até agora estou presa aos afazeres domésticos como servir café, lavar a louça, arrumar as camas, limpar a casa e, bem na hora que achei que poderia finalmente ir à praia,chegaram as compras do pão de açúcar delivery para guardar. E aí, a K-gada: acho que apertei sem querer o numero 2 no lugar do 1 e.. veio quase tudo dobrado.
Se alguém tiver uma sugestão para o que fazer com dois perús sem ofender minha moral e sem tocar no assunto sexual, eu agradeço.
Não dá pra acreditar. AGora mesmo fui à portaria levar frios, pão e queijo pra todo mundo.
Ah, sim, perdão, não li os comments, só conectei, abri o wbloggar e postei.
beijos.
Passei a noite em sacrifício, oferecendo minha pessoa como banquete aos pernilongos, o dia amanhece nublado, até agora estou presa aos afazeres domésticos como servir café, lavar a louça, arrumar as camas, limpar a casa e, bem na hora que achei que poderia finalmente ir à praia,chegaram as compras do pão de açúcar delivery para guardar. E aí, a K-gada: acho que apertei sem querer o numero 2 no lugar do 1 e.. veio quase tudo dobrado.
Se alguém tiver uma sugestão para o que fazer com dois perús sem ofender minha moral e sem tocar no assunto sexual, eu agradeço.
Não dá pra acreditar. AGora mesmo fui à portaria levar frios, pão e queijo pra todo mundo.
Ah, sim, perdão, não li os comments, só conectei, abri o wbloggar e postei.
beijos.
Boa noite e...
uma percepção, mais do que uma notícia. O telefone do meu marido não pára de tocar. Não é um dado jornalístico ou estatístico mas muitas pessoas estão entrando em surto neste final de ano. Muitas emergências psiquiátricas, muitas pessoas em depressão, muitas pessoas em estado de mania, de euforia, muita agitação. Ele teve que interromper as férias e atender várias pessoas em São Paulo, coisa sem precedentes. Hoje, sábado, no meio da tarde, quando estávamos no restaurante, mais ligações de pessoas pedindo ajuda para outras pessoas que estão, digamos, fora do equilíbrio, fora do normal.
Não sei se isso está acontecendo apenas com ele ou com outros médicos da área, mas arrisco dizer que sim, há alguma coisa diferente,um processo. Como se as características de algumas pessoas estivessem mais exacerbadas.
Assim, antes de desejar feliz ano novo, vou desejar apenas mais tranquilidade, mais paz de espírito, mais calma e muito equilíbrio.
O equilíbrio é a medida da nossa saúde. Física, mental e espiritual.
Eu, aqui na praia, estou me reencontrando, me religando.
E buscando meu equilíbrio também.
Na medida do possível.
uma percepção, mais do que uma notícia. O telefone do meu marido não pára de tocar. Não é um dado jornalístico ou estatístico mas muitas pessoas estão entrando em surto neste final de ano. Muitas emergências psiquiátricas, muitas pessoas em depressão, muitas pessoas em estado de mania, de euforia, muita agitação. Ele teve que interromper as férias e atender várias pessoas em São Paulo, coisa sem precedentes. Hoje, sábado, no meio da tarde, quando estávamos no restaurante, mais ligações de pessoas pedindo ajuda para outras pessoas que estão, digamos, fora do equilíbrio, fora do normal.
Não sei se isso está acontecendo apenas com ele ou com outros médicos da área, mas arrisco dizer que sim, há alguma coisa diferente,um processo. Como se as características de algumas pessoas estivessem mais exacerbadas.
Assim, antes de desejar feliz ano novo, vou desejar apenas mais tranquilidade, mais paz de espírito, mais calma e muito equilíbrio.
O equilíbrio é a medida da nossa saúde. Física, mental e espiritual.
Eu, aqui na praia, estou me reencontrando, me religando.
E buscando meu equilíbrio também.
Na medida do possível.
Michael Jackson diz que...
...preferia cortar os pulsos a molestar uma criança.
E que, uma vez que seu rancho Neverland foi profanado pela polícia ele não vai mais morar lá.
...preferia cortar os pulsos a molestar uma criança.
E que, uma vez que seu rancho Neverland foi profanado pela polícia ele não vai mais morar lá.
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