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Depois de um dia de trabalho complicado, de todos os tipos de problema, de uma vontade descomunal de sair correndo e abrir mão de tudo, o fim de tarde culminou com uma reunião horrível. A impressão que dava era a de estar encenando uma comédia de erros. Ninguém entendia ninguém, nada era o que parecia.
Saindo de lá, poucos metros depois, a realidade: tudo parado.
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São Paulo, seca e caótica, é a prova de que somos mais baratas que gente, sobrevivendo a tudo.
Quarenta minutos depois o carro ainda não tinha se deslocado quarenta metros.
Cheguei de volta à agência trêmula, de fome e desespero.
Isso tudo para pegar meu carro e voltar para casa. No mesmo trânsito.
Assim, neste momento, estou comemorando o fato de estar parada no lugar, na minha própria casa.
Agora, vou respirar fundo, atravessar a rua e vou ao cinema, ver Lisbela e o Prisioneiro.
E comemorar o fato de que o finde, já começou.
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