5/25/2003

sabadão

fiz uma daquelas coisas humaníssimas, típica de bicho doente: deitei de roupa e tudo, com uma dor de cabeça que atingia 8.5 na escala Richter dos abalos pessoais.
minutos depois, minha filha foi cuidar de mim e me fez voltar à vida civilizada: levantei e fui tirar a máscara dos cílios, escovar os dentes e passar um creme na pele.
dormi a noite toda, sem noção da minha existência.
acordei com dor de cabeça novamente.

me fez lembrar de uma palavra que adoro em alemão, 'kopfschmertzen', que já é uma dor de cabeça em si. (Update- num falei? ainda bem que a Ana me lembrou que não tem t, é kopfschmerzen. mais uma dor de cabeça, agora...)

agora, passou. e estou pronta pra falar de algumas coisas boas da mídia que encontrei entre uma enxaqueca e outra:

- Comercial da Kaiser no cinema - meu marido achou a coisa mais genial do mundo. E é, porque não é propaganda, é advertainment, a mistura da propaganda com o entretenimento, como fazemos na Synapsys. Fernandinha Torres está genial, no trio de atores (eles também estão) que 'interagem' com a platéia de cinema, comentando os atos que merecem e que não merecem uma Kaiser, como deixar o celular ligado e comer pipoca sem derrubar no chão, necessariamente não -nesta-ordem.
A criação final só pode ser do Silvio Matos, da Bates Brasil, mas estou achando que quem criou mesmo foi o meu amigo Leandro Castilho, que trabalha com Silvio. Vou perguntar pra ele no ICQ.

- Revista Época - foi-se o tempo em que ler a Veja era quase uma obrigação do cidadão bem informado de classe média. Hoje, (não me pergunte por quê, não sei analisar, apenas percebo) a Veja perdeu a coisa mais importante para uma mídia, a relevãncia. Não faz mais diferença para a vida de ninguém ler ou não ler a veja no fim de semana. A gente chega na segunda feira com as mesmas informações ouvindo gente, vendo tv, ligando o rádio, folheando o jornal ou apenas navegando na internet e interagindo com outras pessoas. Mas a revista Época está muito boa, nesta edição especial de cinco anos. Destaquei alguns detalhes:

.Coluna A semana - Comentários divertidos, mesmo que não tenha sido essa intenção original. Lavínia Vlasak, recém siliconada, diz que prefere 'sexo sem amor do que amor platônico'. Quer dizer, é melhor sexo sem amor do que amor sem sexo. Certo. Também é melhor ser rico e saudável do que ser pobre e doente. Muito, muito inteligente. Ainda bem que ela é linda e sobreviverá ilesa ao mundo, se Deus quiser.

.Kelly Key também promove um concurso de quem se descobre mulher primeiro, dizendo que ela já se descobriu mulher, Wanessa Camargo está se descobrindo e Sanda ainda não se descobriu. Talvez a interpretação de 'descoberta' esteja mais ligada à nudez, porque, de fato, há uma ligação muito forte entre sentir-se mulher e preparar-se para posar nua. Quando somos obrigadas a nos expor, a auto-cobrança é maior . Posar nua, é como receber visita em casa: a gente gasta dinheiro para arrumar tudo, de modo que fique totalmente diferente do dia a dia, para ninguém notar os defeitos. Todas as mulheres que recebem convite da Playboy, usam o prazo entre o contrato e a sessão de fotos para tirar, por e mexer em tudo. É como ir no programa da Hebe, do dia em que você é convidado até a segunda feira do programa, você não come e não sai do cabeleireiro! Qualquer dia, vamos todas fazer mini-lipos, mini-liftings, mini-plásticas, para ir no sofá da Hebe bem lindas!

- Sindicato do Crime - ótimo uso do título de um filme para os sindicalistas corruptos que recebiam grana para fazer greves de ônibus. Maravilhoso. Mas já estava na internet.

-Hidiotices Ilárias ....! - um entrevistado da reportagem de capa da revista época, sobre Ecstasy, descobre a américa e diz - "o que vicia não é a droga é o efeito que ela produz'. Não me diga!! quer dizer que uma droga que não produza nenhum efeito, não viciaria? Pronto! Tá resolvido o problema da droga! Ficam proibidas as drogas que fazem efeito e liberadas as drogas inócuas. Também podemos extender esse genial conceito para o crime. Porque quem mata não é o revólver ou a bala, mas quem puxa o gatilho. Então, as armas ficam liberadas, mas as pessoas ficam proibidas de tocá-las, pronto!
Ô mundo.

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